Teste de tempo de reação — Meça seus reflexos em milissegundos
Teste de tempo de reação gratuito. Clique no instante em que o quadro fica verde e veja seus reflexos em milissegundos, com o melhor tempo, a mediana e a constância de cinco tentativas. Três modos: visual, Go/No-Go e som. Sem cadastro; os recordes ficam no seu navegador.
Tempos de reação de referência (visual)
Valores de referência comumente citados para uma reação simples a uma mudança de cor. Comparar a sua mediana é o jeito mais fácil de se situar.
| Tempo de reação | Classificação | Referência |
|---|---|---|
| Abaixo de 180ms | Excepcional | O nível relatado para jogadores de esports e pilotos de F1. Muito poucos conseguem de forma constante. |
| 180–219ms | Muito rápido | Comum entre quem joga jogos de ação regularmente. |
| 220–269ms | Rápido | Um pouco acima da média — mais ou menos onde você cai bem concentrado. |
| 270–339ms | Média | Tido como a faixa em que a maioria dos adultos se encontra. |
| 340ms ou mais | Lento | Sono, cansaço ou uma tela com atraso já bastam para levar você até aqui. |
Estas faixas são referências aproximadas tiradas de números de uso comum, não um padrão estatístico oficial nem um critério médico. Não use sua velocidade de reação para julgar sua saúde.
O que o teste de tempo de reação mede
O teste de tempo de reação mede em milissegundos o tempo que decorre desde que o olho ou o ouvido captam um sinal até que o corpo se move. Aqui pede-se que você clique no instante em que a moldura vermelha fica verde, e essa diferença é registrada por performance.now(), o cronômetro de alta precisão do navegador. Como uma única tentativa depende muito do acaso, a ferramenta reúne cinco e mostra média, mediana e dispersão.
A rigor, o que se mede aqui não é um «reflexo» biológico. Um reflexo como o salto da perna ao golpe no joelho resolve-se na medula espinhal e ocorre em cerca de 0,05 segundo; já olhar a tela e clicar abrange o processamento visual, a decisão e a ordem motora ao dedo, de modo que leva de quatro a cinco vezes mais. O que na fala corrente se chama «ter bons reflexos» aproxima-se mais do segundo, e é isso que esta ferramenta mede.
Como fazer o teste de tempo de reação
- Escolha o modo de medição Se for a primeira vez, opte por «visual (mudança de cor)». Quando estiver habituado, experimente o Go/No-Go, que intercala uma decisão, ou o modo auditivo.
- Clique na área de espera para começar Começa com um clique ou com a barra de espaço. A espera até o sinal varia ao acaso entre 1,2 e 4,5 segundos, portanto não é possível adiantar-se prevendo o momento.
- Pressione no instante em que ficar verde Pressionar antes do sinal é registrado como saída falsa e essa tentativa não é medida. Vale tanto o mouse quanto a barra de espaço, mas trocar no meio altera as condições.
- Termine as cinco tentativas e veja o resultado Aparecem o melhor tempo, a mediana, a média e a dispersão. Para ver o seu nível real, atenha-se mais à mediana do que à média: uma única falha a arrasta menos.
Dicas para aproveitar melhor
- Leia a mediana em vez da média. Uma única tentativa lenta entre cinco piora a média em dezenas de milissegundos e quase não move a mediana, que fica muito mais perto da sua capacidade estável.
- Quanto menor o desvio padrão, melhor. Duas pessoas com o mesmo melhor tempo podem diferir muito em constância: quem tem mais dispersão teve tentativas em que a atenção escapou. O cansaço aparece aqui primeiro.
- Algumas pessoas são mais rápidas com a barra de espaço do que com o mouse, porque o curso e o movimento do dedo mudam. Qual vence depende do seu equipamento, então mantenha as condições fixas ao comparar.
- Monitores externos podem ficar atrás da tela embutida de um notebook. A mesma pessoa pode variar dezenas de milissegundos ao trocar de tela ou cabo, então mantenha seus recordes em um único conjunto.
- Go/No-Go é sempre mais lento que uma reação simples, e isso é normal. O tempo extra é a própria decisão. Avalie esse modo pela quantidade baixa de erros, não pela velocidade.
Para que serve este teste
Comparar um equipamento de jogo antes e depois
Ao mudar a taxa de atualização do monitor, o modo de jogo ou o mouse com fio para sem fio, veja a diferença em números e não por sensação. Como o tempo de reação humano quase não varia, a diferença cabe atribuir ao atraso do equipamento.
Avaliar por conta própria o sono e o cansaço
O tempo de reação e a sua dispersão pioram com facilidade pela falta de sono. Medindo de manhã e de madrugada verá em números como a sua concentração decai (não serve para um diagnóstico médico).
Competir com amigos ou em família
Se medirem por turnos no mesmo aparelho e com o mesmo dispositivo de entrada, a comparação se faz em igualdade de condições. Os registros ficam no navegador por modo e podem ser consultados depois.
Usá-lo como tarefa de atenção
O Go/No-Go é uma tarefa clássica da psicologia que examina a capacidade de conter a resposta. Não se põe à prova apenas a rapidez, mas outro eixo: aguentar sem pressionar quando aparece o azul.
Termos sobre a velocidade de reação
- Tempo de reação
- O tempo que vai desde o aparecimento do sinal até o corpo começar a mover-se. Inclui o processamento sensorial, a decisão e a ordem motora. É justamente o valor que esta ferramenta mostra.
- Tempo de reação simples
- O tempo de reação quando há uma só espécie de sinal e sempre se deve responder a ele. Os modos «visual» e «auditivo» são desse tipo.
- Tarefa Go/No-Go
- Tarefa que mistura sinais aos quais se deve responder (Go) e sinais aos quais não se deve (No-Go). Como examina ao mesmo tempo a sustentação da atenção e a inibição do impulso, é muito usada em psicologia e neurociência.
- Saída falsa
- Responder antes de o sinal aparecer. Acontece ao antecipar-se e não vale como tempo de reação; é a mesma ideia da queima de largada no atletismo.
- Mediana
- O valor que fica bem no centro ao ordenar os valores do menor ao maior. Como uma única tentativa muito lenta quase não a move, reflete o nível real melhor do que a média.
- Desvio padrão
- A grandeza da dispersão dos valores. Quanto menor, com mais regularidade se responde a cada vez: exprime a estabilidade da concentração.
- Atraso de entrada
- O atraso desde que se pressiona o mouse ou o teclado até o sinal chegar ao computador e refletir-se na tela. Vai necessariamente incluído na medição.
Perguntas frequentes
Curiosidade — A medição do tempo de reação começou com a «equação pessoal» dos astrônomos
O tempo de reação começou a ser estudado a sério não na psicologia, mas na astronomia. Nos observatórios do século XIX, um astrônomo observava uma estrela cruzar a linha de referência do telescópio e anotava o instante enquanto contava segundos de ouvido. Ainda assim, a mesma estrela vista pelo mesmo instrumento rendia tempos ligeiramente diferentes conforme quem olhava. Na década de 1820, o astrônomo de Königsberg Friedrich Bessel documentou isso com cuidado e mostrou que cada observador se adiantava ou se atrasava de forma constante em uma quantidade própria. A correção ficou conhecida como equação pessoal.
No começo era só um estorvo — um erro a ser subtraído. Na segunda metade do século, porém, o próprio erro virou o assunto. Se o trabalho mental levava um tempo mensurável, podia ser cronometrado, e o fisiologista holandês Franciscus Donders tratou de isolar o ato de decidir variando quantos sinais o observador precisava distinguir. Subtraia a reação simples da reação com discriminação, raciocinou ele, e o que resta é o tempo gasto julgando. O modo Go/No-Go daqui herda essa subtração diretamente.
Hoje a medição molda a vida comum sem aparecer. Os cálculos de distância de frenagem de um carro reservam cerca de 0,75 segundo de «distância de reação» entre perceber um perigo e tocar o freio — bem mais que os 0,25 segundo de uma reação simples, porque inclui julgar o risco e mover o pé de um pedal ao outro. Tempo de reação parece assunto de milissegundos, mas a 60km/h um segundo leva você uns 17 metros.
A parte incômoda nunca foi de fato resolvida: o número sempre inclui o aparato. No tempo de Bessel o aparato era uma pessoa contando segundos em voz alta; num navegador é o ciclo de atualização da tela e o dispositivo de entrada. Assim como os astrônomos do século XIX corrigiam os hábitos de cada observador, recorremos ao mesmo remédio simples — continuar medindo no mesmo conjunto.