Calculadora de Cost per Hire | Detalhamento gratuito do custo de contratação
Informe o gasto com anúncios de emprego, taxas de agência, custo de mão de obra interna do recrutador e o número de contratações para calcular gratuitamente o Cost per Hire. Combine com a taxa de rotatividade para ver os dois lados do custo de pessoal.
Calcular o custo por contratação
Esta ferramenta divide a despesa de recrutamento pelo número de pessoas admitidas e apresenta o custo por contratação. Pode separar a despesa externa (anúncios, agências, feiras de emprego) da despesa interna (salários da equipa de recrutamento, horas de quem entrevista) e observar como o número muda conforme aquilo que decidir incluir.
**Vale a pena saber que o resultado se multiplica várias vezes consoante o que entra no numerador.** Contando apenas a despesa externa, o número sai baixo e é fácil de apresentar; ao acrescentar os salários da equipa de recrutamento e as horas que quem entrevista dedica a ler candidaturas e a estar na sala, é comum que duplique ou triplique. Nenhuma das formas está errada, mas **comparar um número calculado de uma maneira com outro calculado de outra não diz nada**, e é precisamente o que costuma acontecer ao confrontar com médias do setor. Registe o que incluiu e mantenha esse critério.
**Além disso, este número nunca deveria ser lido sozinho.** Uma contratação barata que sai ao fim de seis meses obriga a repetir todo o processo, pelo que o custo real duplica e, entretanto, o lugar ficou por preencher. Veja-o sempre ao lado da permanência de quem entrou e do tempo que levou a render.
Como se calcula
- Introduza a despesa externa Anúncios, comissões de agências, feiras de emprego e ferramentas de recrutamento.
- Acrescente a despesa interna **Os salários da equipa de recrutamento e as horas de quem entrevista são a parte mais esquecida.**
- Indique o número de admissões Conte quem chegou a assinar, não quem aceitou a proposta.
- Leia a decomposição **Verá que proporção do total cabe a cada rubrica e onde convém intervir.**
Dicas para aproveitar melhor
- Ao calcular o Cost per Hire, inclua o custo de refazer a busca após uma oferta recusada ou uma saída precoce; isso dá uma visão mais realista da eficiência de contratação.
- Use esta calculadora separadamente para cada canal de recrutamento (anúncios, agências, indicações) para ver qual canal realmente oferece o melhor custo-benefício.
- Não se esqueça de incluir o tempo que recrutadores e gestores de contratação dedicam à triagem e às entrevistas no custo de mão de obra interna; deixar isso de fora subestima o custo real.
- Combinando este resultado com a Taxa de Rotatividade, você pode estimar quanto custo de contratação extra uma alta rotatividade realmente gera para o negócio.
Situações de uso
Comparar canais de captação
Uma agência cara pode compensar se quem vem por aí permanecer mais tempo.
Preparar o orçamento do próximo exercício
**Multiplicar o custo unitário pelo plano de efetivos dá uma previsão defensável.**
Rever o processo de seleção
**Se a despesa interna pesa muito, o problema não é o preço mas o número de entrevistas.**
Explicar o número à direção
Indicar o que foi incluído evita discussões sobre se o valor é alto ou baixo.
Termos empregues
- Custo por contratação
- Despesa total de recrutamento dividida pelo número de pessoas admitidas.
- Despesa externa
- O que se paga fora: anúncios, agências, feiras, ferramentas.
- Despesa interna
- **Salários da equipa de recrutamento e horas de quem entrevista.** Por não sair de caixa, é o que mais se omite.
- Comissão de agência
- Valor pago a uma empresa de recrutamento, habitualmente uma percentagem do salário anual.
- Taxa de aceitação
- Proporção de propostas que terminam em admissão. **Se desce, o custo unitário sobe sem que a despesa mude.**
- Custo de reposição
- **O que custa voltar a preencher um lugar quando alguém sai cedo.** Torna cara uma contratação barata.
Perguntas frequentes
Curiosidade — Como o Cost per Hire se tornou uma métrica padronizada
A ideia de "custo por contratação" já era usada informalmente em RH havia décadas, mas cada empresa contabilizava despesas diferentes, o que impedia a comparação entre organizações. Isso mudou em 2012, quando a Society for Human Resource Management (SHRM) trabalhou com o American National Standards Institute (ANSI) para publicar o padrão ANSI/SHRM Cost-per-Hire, que define com precisão quais despesas incluir — anúncios de emprego, taxas de agência, mão de obra interna do recrutador, custos de eventos de recrutamento e mais —, tornando possível, pela primeira vez, comparar números entre empresas e setores.
É fácil interpretar o Cost per Hire como "quanto menor, melhor", mas na realidade ele precisa ser avaliado junto com a Qualidade da Contratação (Quality of Hire). Cortar gastos de contratação de forma agressiva costuma gerar contratações pouco qualificadas ou saídas precoces, o que força uma nova contratação e pode acabar elevando o Cost per Hire no longo prazo. Times de RH mais sólidos acompanham essa métrica junto com a qualidade e o Time to Hire, em vez de otimizá-la isoladamente.
O Cost per Hire costuma ser acompanhado mais de perto em empresas com alto volume de contratação ou grande dependência de agências de recrutamento, já que as taxas de agência — muitas vezes entre 20% e 30% do salário do primeiro ano — podem dominar o total. Com o crescimento da contratação remota e de perfis especializados, mais organizações passaram a acompanhar formalmente esse número para tratar o recrutamento como um verdadeiro centro de custos.